domingo, 5 de maio de 2013

Capítulo 162_"As mulheres da minha vida"

   Luan continuou ali parado, só observando. A primeira a perceber a presença dele foi Bruna, ele fez sinal pra ela ficar quieta e continuou observando Bia e Marizete conversando.

Bia: Não tem problema. Ele está bem, né?
Marizete: Tá, daqui a pouco ele deve estar chegando.
Luan: Cena linda, as mulheres da minha vida juntas.
Marizete: Bom dia, filho.
Luan: Bom dia, Mamusca. (Ele abraça a mãe, dá um beijo, depois se vira para Bia.) Bom dia, neguinha.(Dá um beijo em Bia.)
Marizete: Bom, deixa eu colocar as coisas na mesa
Bia: Eu ajudo a senhora. (Bia vai com Marizete arrumar a mesa.)
   Nesse momento Luan olha pra Bruna:
Luan: Oi, Bru, o que houve aqui? A Bia e a mãe estão se dando bem, sem indiretas uma pra outra.
Bruna: Elas conversaram ontem. Acho que dessa vez se entenderam.
Luan: Como assim, me explica?
Bruna: Acho melhor você perguntar pro pai, ele vai te explicar melhor.

   Todos foram para mesa. O pai do Luan tinha acabado de descer. Pela primeira vez estava um clima legal, sem indiretas, sem cara feia. Luan não sabia o que tinha acontecido mas pela primeira vez uma estava respeitando a outra, não era aquela coisa melosa, mas se respeitavam. Isso já era um bom começo. Assim que terminaram, Bruna e Bia ajudaram Marizete a tirar a mesa.

Luan: Pai, eu posso falar com o senhor?
Amarildo: Claro, filho, algum problema?
Luan: Vamos até o escritório.
Amarildo: Tá.
   Foram os dois para o escritório:
Luan: O que realmente aconteceu aqui?
Amarildo: Você está falando isso por causa da sua mãe e da Bia?
Luan: É, eu pensei que ia chegar aqui e achar a 3° Guerra Mundial.
Amarildo: Larga de ser exagerado, menino. Eu apenas tive uma conversa séria com sua mãe a respeito da Bia, não dava pra ficar aquela situação, já não dava aquele clima. Tentei fazer com que ela visse que as atitudes dela com a Bia não tinham fundamento. Sua mãe sabe que a Bia é uma boa pessoa, só estava insegura em relação a ela. Ela só queria proteger você.
Luan: Pai, não sei o que o senhor falou pra mãe, mas eu tô adorando esse clima que está aqui em casa.

   Luan continua ali conversando com seu pai, enquanto isso Bia se arrumava pra sair com a Bruna. Colocou uma regata preta, uma calça jeans escura e pegou uma camisa xadrez de manga comprida pra pôr caso esfriasse. Desceu e ficou esperando Bruna na sala, alguns minutos depois ela desceu
.
Bruna: Pronto. Vamos?
Bia: Vamos.
Bruna: Como é um pouquinho longe e eu não posso dirigir eu pedi pra uma amiga levar a gente, ela já está ai na frente.
   Bruna abriu a porta pra sair com Bia e nesse exato momento Luan ia saindo do escritório com o pai.
Luan: Onde vocês duas pensam que vão?
Bruna: Dar uma volta, Gordo...fui.
Luan: Não vai mesmo, pode ir parando aí.
Bruna: Fala logo, Luan, a gente já estava de saída, estão nos esperando.
Luan: Como assim estão esperando vocês? Onde você pensa que vai levar minha namorada?
Bia: Ela não vai me levar a lugar nenhum, eu que chamei ela pra ir comigo.
Luan: É? E posso saber onde as duas iam?
   Nesse momento a amiga de Bruna começa a buzinar. Bruna pega no braço da Bia e vai saindo, mas Luan não deixa, ele passa pelas duas e vai até o carro:
Luan: Pode ir embora, (Amiga da Bruna), nem a Bruna nem a Bia vão sair mais. Qualquer coisa, se precisar, eu levo elas.
Amiga da Bruna: Você tem certeza?
Luan: Tenho, valeu.
   A amiga da Bruna dá tchau pro Luan e vai embora.
Luan: Bom, agora qual das duas vai me falar?
Bruna: Luan, eu não acredito que você fez isso.
Luan: Fiz e faço de novo se precisar.
Bia: Eu já ia te falar onde nos íamos, não precisava de tudo isso.
Bruna: Pai!!!
Amarildo: Bruna, a Bia é namorada do seu irmão, acho melhor eles dois conversarem sozinhos, vem.
   Bruna sai com o pai, vai até onde Marizete está.
Bruna: Nossa, não sei como a Bia aguenta o Luan. Nossa, como ele é chato, e eu que achava que ele era chato comigo, com a Bia ele supera.
Marizete: O que houve?
Bruna: O que a senhora acha? O seu filho dando showzinho.
Amarildo: Bruna!!!
Bruna: Pai, a gente só ia dar uma volta, nem ia demorar, ele fez a menina ir embora.
Marizete: Onde vocês iam?
Bruna: A Bia pediu pra mim o endereço daquele hospital que nós fomos ontem, como ela não conhece nada por aqui, eu falei que levava ela. Nós estávamos saindo quando seu filho deu um show lá na sala.
Amarildo: E por que vocês não falaram?
Bruna: O Luan não deu nem tempo, pai.
   Bruna continua ali conversando com seus pais.

   Enquanto isso:
Luan: Então, Bia?
Bia: Eu ia no hospital com a Bruna.
Luan: Como assim? Você está bem? Tá sentindo alguma coisa? Não mente pra mim, Beatriz.
Bia: Ei, eu tô legal, para, respira.
Luan: Então é a Bruna que não está bem, o que ela tem? Eu vou falar pro meu pai.
Bia: Para, Luan, a Bruna está bem.
Luan: Não entendi por que vocês iam pro hospital.
Bia: Que tal você me deixar explicar?
Luan: Tá.
Bia: Lembra o hospital que eu fui com seus pais ontem? Eu queria voltar lá, eu pedi o endereço pra Bruna. Ela não quis me deixar ir sozinha, por isso ela estava indo comigo.Eeu precisava ver uma pessoa.
Luan: Como assim precisava ver uma pessoa? Um médico? Enfermeiro?
Bia: Não! Uma paciente.
Luan: Uma paciente?
Bia: É, ontem quando eu estava lá  e a conheci, ela estava escutando um DVD seu. Eu comecei a conversar com ela, ela estava ansiosa pra te ver. Quando ela soube que você não ia, ficou muito chateada, eu queria ter conversado com ela, mas não deu, por isso eu ia voltar lá hoje.
Luan: E por que você não me chamou? Eu ia com vocês, amor.
Bia: Você chegou agora, deve estar cansado, eu não queria te atrapalhar. Você precisa descansar.
Luan: Amor, eu ainda vou ter tempo pra descansar. Faz assim: eu vou falar com meu pai e vou pedir pra ele ligar pro Cirilo pra ele vir pra cá, enquanto isso eu vou trocar de roupa.
Bia: Você está falando sério?
Luan: Seríssimo, espera só um pouco.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Capítulo 161_"Eu acho que liguei pra casa errada"

Bia: Eu não vi a... (Ela não deixou Bia prosseguir.)
Marizete: Xiu...

   Ela se abaixou, sentou ao lado de Bia e a abraçou, afagando seus cabelos. Bia ficou sem reação, não esperava aquela atitude da mãe do Luan. Simplesmente se deixou envolver pelos braços de Marizete.

Marizete: Como você está?
Bia: Bem.
Marizete: Por que você não me contou sobre sua mãe?
Bia: Achei que não havia necessidade.

   Depois de ter conversado com Amarildo, Marizete percebeu o quanto estava errada a respeito de Bia. Ela sabia que o Luan a amava e tinha medo que Bia usasse isso para afastar Luan deles. Mas acabou vendo que era o contrário, e percebeu que as atitudes que ela vinha tendo com Bia não tinham fundamento.
   Quantas vezes Bia teve a oportunidade de falar alguma coisa e sempre se manteve calada, e vendo Bia no estado que estava. Viu o quanto as suas palavras naquele dia tinham a magoado.

Marizete: Tá tudo bem, respeito sua decisão. Eu sinto muito, não queria te magoar.
Bia: Eu sei.
Marizete: Agora vamos fazer uma coisa: para de chorar, vai tomar um banho, nós vamos estar te esperando lá embaixo pra jantar.
Bia: Tá.

   Enquanto isso:
Bruna: O senhor não acha que essa conversa está demorando?
Amarildo: Não. As duas precisam se acertar, não se preocupa, vai dar tudo certo.
Bruna: O senhor acha mesmo?
Amarildo: Eu tenho certeza, e sabe o que eu acho?
Bruna: O quê?
Amarildo: Sua mãe sempre gostou da Bia, só tinha medo de admitir.

   Alguns minutos depois:
Bruna: E aí, mãe, como foi?
Marizete: Como foi o quê?
Bruna: A sua conversa com a Bia? Como ela está?
Marizete: Ela está bem. Vem, vamos arrumar as coisas pra jantar, daqui a pouco ela vai descer.

   Bruna ficou sem entender nada. Seguiu com sua mãe para a cozinha enquanto seu pai ficou na sala vendo tv. Algum tempo depois Bia estava descendo. O jantar estava quase pronto, Bia ajudou Bruna com a mesa.

   Eles jantaram num clima descontraído, sem aquele clima tenso. Depois do jantar, Bia ajudou a mãe do Luan a arrumar as coisas junto com a Bruna, depois foram pra sala.

   Até aquele momento, Luan não tinha ligado, apenas mandado mensagem falando que assim que tivesse um tempinho ele ligava.

   Algum tempo depois Bia deu boa noite pra todos e foi pro quarto. O dia tinha sido cansativo. Apesar de ser cedo ainda, ela logo dormiu.

   Algumas horas depois, longe dali:
Anderson: Vamos?
Luan: Nossa, hoje o dia foi corrido. Ainda bem que deu tudo certo.
Anderson: Agora é ir para o hotel e descansar. Já está tudo pronto pra ir logo cedo pra Londrina.
Luan: É isso aí. Bora, Cirilo.
   Luan entrou na van:
Luan: Preciso ligar pra Bia, eu falei que assim que desse eu ligava pra ela.
Anderson: Esses dois, viu. E como estão as coisas entre ela e a sua mãe?
Luan: Indo, as duas estão fazendo o possível pra se darem bem, mas está difícil.
Anderson: Mas no fim dá tudo certo.
Luan: Tomara.

   Luan começou a ligar pra Bia, mas o telefone chamava depois caía na caixa postal.
Luan: Estranho, a Bia não atendeu.
Anderson: Que foi?
Luan: A Bia não atende o telefone.
Anderson: Vai ver ela está longe, não está ouvindo, sei lá.
Luan: Vou ligar pra casa, então.

Marizete: Alô?
Luan: Oi, Mamusca, tá tudo bem?
Marizete: Tá, filho, por quê?
Luan: Eu tô ligando e a Bia não atende, ela tá aí perto de você?
Marizete: Tá tudo bem, ela já está dormindo. O dia foi puxado pra ela, deixa ela descansar.
Luan: Eu queria falar com ela.
Marizete: Deixa a menina descansar. Amanhã você não vem? Então, dá pra você aguentar até amanhã. Assim que ela acordar eu falo que você ligou, tá? Não se preocupa.
Luan: Mãe, você tem certeza que está tudo bem?
Marizete: Tenho. Ela jantou, ficou um pouco aqui com a gente conversando e assistindo tv, depois foi dormir. Já falei pra você, ela teve um dia puxado, só isso.
Luan: Tá bom então, Mamusca. Até amanhã.
Marizete: Até, filho.

   Assim que Luan desligou o telefone:
Well: Que cara é essa, Luan?
Luan: Eu acho que liguei pra casa errada.
Well: Mas você não estava falando com a sua mãe?
Luan: Eu estava, aí é que tá o problema. Não parecia minha mãe falando, ela estava falando da Bia como se falasse da Bruna, sabe? Como se fosse uma filha.
Well: Vai ver elas se entenderam.
Luan: Será?
Well: Você só vai saber amanhã.

   Luan chegou no hotel e foi direto pro banho, depois foi dormir. Mas não conseguiu parar de pensar na possibilidade de sua mãe e Bia terem se entendido. Seria ótimo se isso realmente tivesse acontecido.

   No dia seguinte, acordou logo cedo e seguiu para o aeroporto. Algumas horas depois estava pousando em Londrina.

   Enquanto isso:
Bruna: Bom dia, Bia.
Bia: Bom dia, Bruna.
Bruna: Vamos tomar café, minha mãe já deve estar lá em baixo.
Bia: Bruna, eu estava pensando em sair mais tarde, ir lá naquele hospital. Você tem o endereço direitinho pra me dar?
Bruna: Se você quiser eu te levo.
Bia: Que isso, Bruna, eu pego um táxi.
Bruna: Imagina, deixa de cerimônia, para eu já falei que te levo.
Bia:Tá.
Bruna: Vem, vamos descer.

   Bia desceu com Bruna. Marizete já estava na cozinha, colocando a mesa. Nesse exato momento, Well deixava Luan na casa.

   Ele foi entrando devagar, achando que ainda estavam todos dormindo, e foi em direção à cozinha. Bia, Bruna e Marizete estavam de costas e não perceberam ele chegando.
   Para sua surpresa:
Marizete: Bom dia, Bia. Conseguiu descansar?
Bia: Sim, dona Marizete. O Luan não chegou ainda?
Marizete: Ele ligou ontem a noite para o seu celular, mas não conseguiu falar com você, aí ele me ligou, eu falei que você estava dormindo. Não quis te acordar.

domingo, 21 de abril de 2013

Capítulo 160_Mudanças

Marizete: Algum problema, Bia?
Bia: Não, tá tudo bem.
Marizete: Eu sei que você deve ter ficado impressionada, mas só quem tem ou teve um parente com câncer sabe o que passa. Você só ficou ali umas horas, imagina quem tem que ficar ali todos os dias lutando. Você tem que dar graças a Deus por nunca ter passado por isso.
   Amarildo olhou pra Marizete, mas ela não entendeu o motivo dele a olhar sério. Por fim, Bia respondeu.
Bia: É, eu agradeço a ele todos os dias.
   Acabam mudando de assunto. Algum tempo depois estão chegando na casa dos pais do Luan.
Bia: Se a senhora não se importa, eu vou subir. Tô com um pouco de dor de cabeça, vou deitar um pouco.
   Bia subiu, deixando os três na sala.
Amarildo: Acho que está na hora de nós três termos uma conversa. Eu, em respeito à Bia, não quis falar nada, esperando que em algum momento ela fosse falar, mas tô vendo que por respeito ela sempre fica calada.
Marizete: Não tô entendendo onde você quer chegar.
Amarildo: Vamos para o escritório. Você também, Bruna.
Bruna: O que eu fiz dessa vez?
Amarildo: Nada ainda.
   Seguiram para o escritório os três. Todos sentaram.
Amarildo: Bom, vamos por partes. Nosso filho gosta muito dessa moça, acho que isso não é segredo pra ninguém. E com a convivência com a Beatriz, dá pra ver que o sentimento é recíproco. Até aqui todos concordamos?
As duas: Sim.
Marizete: No começo, eu achei que fosse por interesse, agora eu sei que não é.
Amarildo: Então qual é o seu problema com essa moça?
Marizete: Só acho que ás vezes ela se faz de coitadinha, só isso. Posso estar errada, eu sei que ás vezes eu exagero.
Amarildo: O que você sabe sobre essa moça, tirando o fato de que ela namora o nosso filho?
Marizete: Aonde você quer chegar?
Amarildo: Você tem ideia do que essa moça já passou? Quando nosso filho veio apresentá-la pra nós, eu tive a oportunidade de conversar com os dois, você sabe que ela foi criada pela mãe?
Marizete: Eu lembro, ela falou que a mãe faleceu e que ela mora sozinha. Lembro que ela falou do pai dela.
Amarildo: Você sabia que ela não tem parentes por parte de mãe?
Marizete: Não, eu não sabia.
Amarildo: Bia foi criada só pela mãe dela. Ela sempre soube a verdade sobre o pai dela, mas nunca tinha tido contato com ele até os 17 anos. Foi nessa época que ela descobriu que a mãe dela tava doente, e adivinha do quê? Câncer. Imagina a cabeça dessa menina com 17 anos, que até aquele momento só tinha a mãe, se dividindo entre estudos, trabalho e cuidando da mãe. (Marizete permanecia calada.) A pedido da mãe, ela foi procurar o pai, a partir desse momento ela passou a ter contato com ele, começou a conviver com a família dele. Ela lutou com a mãe por 2 anos, por fim a mãe dela acabou falecendo. Ela praticamente ficou sozinha com uma nova família.
Bruna: Coitada da Bia, deve ter sido uma barra.
Marizete: Eu não sabia, por que você não me falou?
Amarildo: Só quem sabia dessa história era eu e o nosso filho. Achei melhor deixar que ela contasse, é um assunto pessoal. Achei que hoje ela ia falar alguma coisa, mas ela permaneceu no silêncio. Quando você falou aquelas coisas pra ela, eu achei que ela ia te responder ou falar alguma coisa, mas ela guardou tudo pra si.
Bruna: Posso imaginar como está a cabeça dela.
   Eles continuaram ali conversando.

   Enquanto isso:
   Bia entrou no quarto, fechou a porta, respirou fundo e só naquele momento deixou as lágrimas saírem. Ela tinha segurado o máximo que podia. Depois de alguns minutos, tirou o celular da bolsa e foi em direção à janela. Começou a olhar pra fora, era finalzinho de tarde, o sol estava se pondo.

   Sentou-se ali no chão e ligou o celular, começou a procurar uma música. Quando achou, colocou pra tocar no viva voz. Quando sentia que não tinha mais forças para prosseguir ela ouvia aquela música. E deixou seus pensamentos viajarem, junto com eles as lágrimas.

   Estava tão absorvida nos seus pensamentos que não viu quando uma pessoa entrou em seu quarto, só se deu conta quando sentiu um leve toque em seu ombro.

domingo, 14 de abril de 2013

Capítulo 159_Isabel

Todos: Sim.
   Algum tempo depois estavam chegando ao local onde ficava o hospital. Desceram do carro e seguiram o caminho a pé. Enquanto seguiam, Amarildo ia explicando para Bia que era um hospital no qual estavam internados pacientes com câncer.
Bia: Câncer?
Amarildo: É. O Luan, como a Marizete disse, fez uma doação pra eles.

   Amarildo ia continuar, mas foi interrompido por uma mulher que veio recepcioná-los, fazia parte da direção do hospital. A pedido do Luan, o pai dele pediu desculpa para ela, por não poder comparecer e explicou que ele teve uns contratempos. Ela entendeu a situação, mas lamentou, porque tinham várias crianças esperando por ele. Amarildo explicou que não faltará oportunidade dele ir visitá-los.

   Depois de devidamente apresentados, seguiram pelas alas do hospital. Com a mulher explicando cada detalhe. À medida que iam andando, Bia ia se perdendo em seus pensamentos. Lembrando da época que sua mãe ficou doente.

   Andava pelos corredores, observando cada detalhe, mas, sinceramente, não prestava atenção em uma só palavra que a mulher dizia. A medida que iam andando, foi ficando pra trás. Devido ao tumulto das pessoas, nem Bruna, nem Marizete, nem Amarildo, perceberam Bia ficando para trás.

   Bia despertou de seus devaneios quando ouviu uma voz vinda de um dos leitos do hospital. Estava baixa, mas ela reconheceria em qualquer lugar.

"Não sei se foi real, mas vi você chegar, por entre as flores brancas de um lindo lugar. Magia de um outro planeta sem igual. Amor descontrolado, fora do normal. Sobrenatural, sobrenatural..."

   Bia parou na porta e pôde observar uma linda menina que tinha por volta dos seus oito ou nove anos. Ela cantarolava a música, acompanhando enquanto o dvd tocava. Ela não havia percebido Bia na porta.

Bia: Oi.
Isabel: Oi.
Bia: Eu posso entrar?
Isabel: Pode.
   Bia foi entrando e se aproximou de uma cadeira.
Bia: Eu posso sentar aqui? (Ela apenas balançou a cabeça, afirmativamente.)
Bia: Meu nome é Bia, e o seu?
Isabel: Isabel.
Bia: Prazer, Isabel.
   Bia estendeu a mão para Isabel. Ela hesitou um pouco, até que por fim ela estendeu a mão e deu um sorriso.
Bia: O que você está assistindo?
Isabel: O Luan Santana.
Bia: Pelo que eu vi você gosta muito dele, vi que você estava cantando a música dele.
Isabel: Gosto. Eu estava vendo o dvd dele.
Bia: Eu posso ver com você?
Isabel: Pode.
   Isabel ficou em silêncio por um minuto, enquanto aumentava o som pra Bia poder ouvir.
Isabel: Você sabia que ele vai vir aqui hoje?
   Bia sabia que ele não iria visitar o hospital, mas resolveu ficar quieta. Não queria estragar o sonho de Isabel de vê-lo.
Bia: É mesmo? E o que você vai falar quando ele chegar?
Isabel: Que eu amo ele e eu queria poder dar um beijo nele.
Bia: É? Você sabia que quando a gente deseja muito uma coisa com toda a força do nosso coração, esse desejo se realiza?
Isabel: É? Você jura?
Bia: Juro.
   Nesse momento, entra uma enfermeira no quarto.
Enfermeira: Bom dia, Belzinha. Tô vendo que você tem visita.
Isabel: Essa é a Bia.
Enfermeira: Oi, Bia, tudo bom?
Bia: Tudo.
Enfermeira: Eu não queria atrapalhar vocês duas. Mas eu vou ter que levar a Belzinha, depois vocês continuam a conversa de vocês.
Bia: Não, tudo bem, eu tenho que ir.
Isabel: Já?
Bia: Já, Isa, eu preciso ir. Tchau, se cuida.
Isabel: Posso te dar um beijo?
Bia: Claro que pode. Eu iria ficar brava se você não me desse.

   Isabel se aproximou de Bia e deu um beijo em seu rosto. Bia retribui o gesto de Isabel. Depois foi saindo do quarto e foi seguindo pelo corredor, pensando em toda aquela situação. Como o Luan era presente na vida de pessoas como Isabel, e mesmo não o conhecendo.

Bruna: Ei, Bia, tô falando com você.
Bia: Desculpa, Bruna, não tinha ouvido.
Bruna: Minha mãe está feito louca trás de você, onde você se meteu?
Bia: Desculpa, Bruna, eu acabei me perdendo de vocês.
Bruna: Vem, vamos antes que minha mãe mande o exército atrás da gente.

   Bia seguiu com Bruna. Conversando a respeito do hospital, do Luan e da diferença que ele fazia na vida de muitas pessoas. Quando se aproximavam do grupo onde estavam os pais do Luan, Marizete olhou pra Bia com cara de poucos amigos.

   Seguiram a visita, terminando ela em um local que o pessoal tinha reservado para Luan. A diretoria explicou a situação para as pessoas que estavam ali, o que tinha ocorrido. Os pais do Luan se desculparam. Bia observava tudo em silêncio.

   Estava ao lado de Bruna, quando no meio das pessoas viu um rostinho conhecido. Era Isabel que enxugava as lágrimas que teimavam em cair. Quando Bia viu aquela cena doeu muito, se sentiu impotente.

   Um pouco antes de tudo aquilo terminar, Isabel falou alguma coisa no ouvido da enfermeira. Depois a enfermeira conversou com uma outra que estava a seu lado, que estava com ela cuidando das crianças. Depois se retirou com Isabel.

   Alguns minutos depois, Bia estava saindo com a família do Luan do hospital. Ela teve vontade de ir atrás de Isabel, mas sabia que se sumisse de novo, não seria nada bom. Rober pegou um táxi e foi embora, eles entraram no carro do pai do Luan e foram embora. Bia seguia o caminho calada.
__________

Olá, negas!
Espero que tenham gostado do capítulo.
Ah, um recadinho para dona Yana: Você me cobra o capítulo, mas não comenta. Cadê os comentários? Sem comentário, sem imagine, haha.
Mil beijos,
Nathyyy

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Capítulo 158_"Que namoro é esse que você não sabe de nada?"

Luan: Então está combinado, te espero amanhã no aeroporto por volta das 9.
Bia: Então tá, Lu, até amanhã. Se cuida, nego.
Luan: Até, neguinha. Você também.

   O restante do dia corre normal pra Bia. Já para Luan:
Rober: E aí, conversou com ela?
Luan: Sim.
Rober: Conseguiram se acertar?
Luan: Sim. Vou buscar ela amanhã em São Paulo, de lá vamos Londrina.
Rober: Amanhã?
Luan: É, Rober, por quê?
Rober: Não vai dar não, é por isso que eu tô aqui. O Anderson pediu pra eu te avisar que o compromisso que você tinha hoje foi transferido pra amanhã à tarde.
Luan: Como assim?
Rober: Por causa de uns problemas eles tiveram que adiar pra amanhã.
Luan: Já tô vendo o rolo que isso vai dar.
Rober: O que você vai fazer?
Luan: Eu? Nada. Mas você vai. A Bia vai estar no aeroporto ás 9 da manhã, você vai pra São Paulo, pega ela e leva pra Londrina. Aí você fala que eu tive alguns problemas e que eu vou chegar mais tarde.
Rober: Legal, sobrou pra mim.
Luan: Vai, Rober, para de reclamar. Vou arrumar suas coisas, depois vê as passagens.
Rober: Tá.

   Bia demorou um pouco mais para chegar em casa devido ao feriado. As pessoas estavam aproveitando a véspera de feriado para viajar ou ir curtir a noite. Quando já estava deitada recebe uma mensagem:

Boa noite, nega. Até amanhã, não esquece...
Se cuida, meu anjo. 
Luan.

   Ela respondeu a mensagem do Luan, depois foi dormir. Já tinha arrumado sua mala.

   Na manhã seguinte levantou cedo, tomou um banho, tomou uma xícara de café com leite e torradas com geleia, depois pegou suas coisas e saiu. Tinha marcado para um táxi pegá-la. Ele tinha acabado de chegar quando ela desceu.

   Chegando no aeroporto ficou aguardando o Luan chegar. Depois de meia hora de atraso, Bia vê o Rober vindo em sua direção.
Rober: Bia, oi, tudo bem?
Bia: Oi, tudo. Cadê o Luan?
Rober: Bom, não deu pra ele vir, ele pediu para que eu viesse te buscar.
Bia: Tá, mas ele vai estar em Londrina me esperando?
Rober: Ele vai pra Londrina só amanhã.
Bia: Você tá brincando, né? Eu não acredito nisso.
Rober: Eu sei que você estava esperando ele, mas não foi culpa dele.
Bia: Ah tá...
Rober: Eu tô falando sério. Ele estava com as coisas arrumadas pra vir pra cá, mas teve um cancelamento do compromisso dele ontem à noite, e ele terá que ir hoje.
Bia: Quando eu encontrar o Luan ele vai se ver comigo.
Rober: Pô, Bia, pega leve. Ele não teve culpa. Agora vamos, senão nós vamos perder o voo. Já estamos atrasados.

   Bia seguiu rumo a Londrina com Rober. Não tinha outra escolha. Algum tempo depois está pousando no Paraná e segue rumo a casa dos pais do Luan.

Rober: Oi, Bru.
Bruna: Oi, Rober, veio trazer minha cunhada?
Rober: É.
Bruna: Esse meu irmão, viu. Oi, Bia, tudo bem?
Bia: Oi, Bruna, tudo bem?
Bruna: Entra aí. Rober, meu pai está lá na sala, vai lá, eu vou levar pro quarto dela.
   Bruna subiu com Bia. ajudou-a a colocar as coisas no quarto.
Bruna: Vem, Bia, vamos descer, minha mãe está terminando o almoço.
   Bia desceu junto com Bruna. Marizete estava colocando a comida na mesa.
Bruna: Mãe, olha quem chegou.
   Marizete levanta a cabeça.
Marizete: Oi, Bia. O Luan avisou que você vinha e que ele só vem amanhã.
Bia: É, fiquei sabendo no aeroporto.
Marizete: Senta. Nós já vamos almoçar, depois do almoço se arruma que nós temos um compromisso.
Bia: Compromisso?
Marizete: O Luan não te falou? Mas que namoro é esse que você não sabe de nada?
Bia: Sinceramente, não sei.
Marizete: Nós iremos visitar um hospital que recebeu doações do Luan. Eles querem nos mostrar o que está sendo feito com o dinheiro, e ao mesmo tempo será uma homenagem para o Luan.
Bia: Ah tá. Mas tem necessidade que eu vá? Não é só pra família?
Marizete: Vocês assumiram o namoro publicamente. Então, querendo ou não, de certa forma você é da família.Não seria legal as pessoas saberem que você está aqui e não foi junto.
Bia: Assim que eu terminar de almoçar, eu me arrumo.

   Foram todos almoçar. Como Rober tinha ficado conversando com o Sr. Amarildo, ele acabou ficando pro almoço. Ficou um silêncio perturbador, ás vezes quebrado por Sr. Amarildo, ás vezes pelo Rober. Assim que terminaram de almoçar, Bia subiu para se arrumar.

   Algum tempo depois, Bia desce e fica na sala. Minutos depois desce Sr. Amarildo e Marizete, por último, Bruna. Rober foi com eles.
Marizete: Vamos.

sábado, 6 de abril de 2013

Capítulo 157_Brigando por causa da família?

Alex: Oi.
   Bia sai, deixando Alex e Rogério.
Rogério: A coisa está feia pro seu lado.
Alex: Você acha que eu não sei? Como ela está?
Rogério: Bem, passou o fim de semana com o pai, aproveitou e apresentou o namorado pra ele.
Alex: Mas já?
Rogério: Qual o problema? Ela tem todo o direito de apresentar quem quiser pro pai.
Alex: É, você tem razão. Você acha que ela está muito chateada comigo ainda?
Rogério: Acho que eu não preciso te responder isso, né, Alex? Tá na cara, basta ver o jeito que ela te tratou agora. De todas as burradas que você fez essa foi a pior. Eu conheço você e a Bia há muito tempo. Ela é uma garota bacana, sempre perdoando as suas burradas. Vocês terminaram e mesmo assim continuaram amigos, só que dessa vez você passou do limite. Não sei se um dia ela vai voltar a falar com você, e eu não tiro o direito dela.
Alex: Eu sei, Rogério, deixei o ciúmes falar mais alto.
Rogério: Mas ciúmes de quê? Alex, vocês não tem mais nada e foi você quem decidiu assim. O tempo seu e da Bia já passou, ela está em outra, e eu acho que você deveria fazer a mesma coisa do que ficar atrapalhando a vida dela. Desculpa eu ser tão direto mas não gosto de meio termo, enquanto ela sofria por você tudo bem, agora que ela está em outra isso te incomoda, para cara.
Alex: Mesmo eu não querendo admitir, sei que você tem razão.
   Alex continuou ali conversando com Rogério depois voltaram pra aula.

   Os dias foram passando. Bia na correria da faculdade e do trabalho e Luan com seus shows. Mas sempre dando um jeito de se ver, quando ele vinha pra São Paulo tinham mais tempo pra ficarem juntos. Quando dava, ia em shows em outros estados.

   As fãs continuavam na mesma: umas aceitaram de boa, outras não muito. Bia recebeu muito carinho de algumas assim como foi xingada por outras. Fácil não era, mas ela tentava respeitar todas na medida do possível,  na maioria das vezes preferia ficar calada, pra não dar mais motivos para as pessoas falarem. A imprensa só queria um motivo pra ter o que falar.

   Em um certo dia o telefone de Bia toca:
Bia: Alô?
Luan: Oi, neguinha.
Bia: Oi, nego, como você está?
Luan: Bem, tenho uma proposta pra você.
Bia: Hm, decente ou indecente?
Luan: Decente, claro. Que tipo de homem você acha que eu sou, amor?
Bia: Você quer que eu responda?
Luan: Não precisa...(risos)
Bia: Fala, Lu, o que é?
Luan: Esse fim de semana eu vou pra casa, tenho umas coisas pra resolver lá, queria que você ficasse comigo.
Bia: Na casa dos seus pais?
Luan: Não, Bia... Claro que sim, onde você acha que a gente ficaria?
Bia: Eu vou ver direitinho, depois a gente se fala.
Luan: Sabia que eu já tô cansado de tudo isso?
Bia: Tudo isso o quê, Luan? Não tô entendendo.
Luan: Dessa sua birra em ir pra casa dos meus pais. Toda vez que eu falo de ir pra lá é isso, essa má vontade.
Bia: Não é bem assim, Luan, você sabe os meus motivos.
Luan: Quais motivos, Beatriz? Minha mãe tem respeitado o nosso namoro, agora você não dá uma chance pra ela.
Bia: Luan, eu não vou discutir com você.
Luan: Eu não estou discutindo, você fala como se o seu pai fosse um amor de pessoa comigo.
Bia: Tinha que pôr meu pai no meio.
Luan: Quer saber de uma coisa? Faz o que você quiser, são raros os momentos que passamos juntos e você consegue dificultar ainda mais.
   Luan desligou o telefone, sem dar tempo pra ela responder.

   Bia foi pra faculdade, depois direto pra casa. Luan não ligou pra ela, nem ela pra ele. No dia seguinte, na hora do almoço:
Fabi: Ei, Bia, vai ficar tudo bem, foi só uma discussão à toa, você vai ver.
Bia: Ah, Fabi, nunca vi ele desse jeito. Já discutimos por ciúmes, mas nunca por causa da nossa família.
Fabi: Mas você não acha que ele tem razão em partes? A mãe dele está fazendo o possível pra vocês se darem bem. Por que você não faz uma forcinha? Vai ver ele está fazendo isso até pra vocês se aproximarem mais.
Bia: Ás vezes eu prefiro evitar certas situações.
Fabi: Eu sei, Bia, mas se põe no lugar dele. Ele enfrentou seu pai por você, e tenho certeza que se você chamasse ele pra ir de novo na casa do seu pai ele iria, sem pensar duas vezes, mesmo tendo consciência que só ia levar esporro do seu pai.
Bia: Eu sei.
Fabi: Então, pensa bem se vale a pena você prejudicar o seu namoro por isso. Sei que não vai ser fácil mas tenho certeza que ele vai ver que você está se esforçando para vocês duas se darem bem.

   Enquanto isso:
Rober: Vai ver ela só não quer arrumar problema, não quer criar um clima chato.
Luan: Eu sei, Testa, mas não custa ela fazer isso por mim. Ela sempre soube que o que eu mais prezo é a minha família. Eu a amo mais que tudo, mas...
Rober: Cuidado com o que você vai dizer, não se precipite. Vocês vão resolver isso numa boa, você vai ver.
Luan: Será, Testa? Não quero ter que escolher entre ela e minha família, porque eu sei que não saberia viver tendo que optar por uma das duas.
   Rober ia falar alguma coisa, quando o telefone do Luan começa a tocar:
Luan: É a Bia.
Rober: Não vai atender?
Luan: Não sei, não tô afim de começar outra discussão.
Rober: Atende, ouve o que ela tem a dizer primeiro depois você decide o que faz. Tô saindo.
Luan: Alô?
Bia: Oi, tudo bem?
Luan: Tá, e você?
Bia: Bem... Dá pra você conversar um pouco comigo agora?
Luan: Se não for demorar, tenho umas coisas pra fazer aqui.
Bia: Tá... Então quando você tiver um tempo me liga, não quero te atrapalhar.
   Bia ia desligar.
Luan: Não desliga, fala. O que foi?
Bia: Mas eu não quero te atrapalhar.
Luan: Não vai, fala.
Bia: Você ainda quer que eu vá passar o fim de semana com você na casa dos seus pais?
Luan: É o que eu mais quero.
Bia: Então eu vou. Desculpa, nego.
Luan: Amor, você não precisa me pedir desculpa, eu só quero que você entenda que são tão raros os momentos que temos que eu quero aproveitar cada segundo e se eu puder dividir com as pessoas que eu amo vai ser ainda melhor.
Bia: Eu sei.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Capítulo 156_Rotina

Luan: Pai, eu vou ir pegar minhas coisas.
Amarildo: Tá, filho, vai lá, não quero que você saia muito tarde.
Luan: Você vem comigo, amor?
Bia: Vou, Luan, eu aproveito e falo com a Bruna.
   Luan e Bia subiram, mas antes de ir para o quarto dele passaram no quarto da Bruna. Luan abriu a porta.
Luan: Bubu...
   Bruna levantou a cabeça, quando o viu saiu correndo e pulou nos braços dele.
Bruna: Gordo. (Quando ela solta o Luan, vê a Bia.) Oi, Bia. (Dá um beijo nela.)
Bia: Oi, Bruna, tudo bem?
Bruna: Agora vocês estão firmes, né? Não gostei quando vocês terminaram, o Luan estava insuportável.
Luan: Não foi bem assim, Bubu.
Bia: Agora nós estamos bem.
Bruna: Que bom, vocês vão passar a noite aqui?
Luan: Não, Bubu, só vim pegar minhas coisas e já tô indo.
Bruna: Que pena. E como foi com o sogro?
Luan: Foi tudo bem. Eu vou lá no quarto pegar minhas coisas. Você vem, Bia?
   Antes de Bia responder, Bruna falou antes.
Bruna: Vai lá pegar suas coisas, deixa ela aqui, Gordo.
Luan: Eu já volto, amor.
   Luan saiu. Bia ficou sem graça, não sabia se sentava, se ficava de pé, não sabia o que fazer.
Bruna: Ei, Bia, senta aqui, eu não mordo.
Bia: Tá. (Bia sentou.)
Bruna: Como estão as coisas entre você e o Luan? Hoje ele estava todo nervoso porque ia conhecer seu pai.
Bia: Nós dois estamos bem. Meu pai é um pouco difícil, eu sou a única filha mulher, então já viu, ele morre de ciúmes.
Bruna: Nem me fale, eu sei o que eu passo. Ele sentiu muito sua falta, viu.
Bia: Também foi difícil pra mim.
Bruna: Mas agora vocês estão bem e é isso o que importa.
   Quando Bruna terminou de falar isso Luan entrou no quarto.
Luan: Vamos, nega.
Bia: Vamos. Tchau, Bruna.
   Bruna dá um abraço em Bia.
Bruna: Tchau, Bia. (Depois vai até o Luan.) Tchau, Gordo. Quando vocês chegarem lá vê se ligam.
Luan e Bia: Tá.
   Luan e Bia desceram, se despediram dos pais dele e saíram rumo ao aeroporto. Algum tempo depois estavam embarcando, mais tarde estavam desembarcando em São Paulo.
Luan: Eu não vou descer, tá, amor?
Bia: Tá, Lu, não se preocupa. Mas não esquece de ligar para seus pais assim que você pousar, depois me liga, tá?
Luan: Tá, nega, vai direto pra casa?
Bia: Pra onde eu iria a essa hora, Luan?
Luan: Sei lá.
Bia: Tchau, Luan.
   Bia foi dando as costas, quando:
Luan: Não vai me dar nem um beijo?
   Bia volta e dá um beijo nele.
Bia: Se cuida, nego.
Luan: Você também, nega.
   Bia chegou em casa e foi direto deitar.

   Luan seguiu viagem rumo ao seu próximo destino. Quando pousou, ligou para seus pais, depois pra Bia. Conversaram pouco. Ele percebeu que Bia estava sonolenta, resolveu deixá-la dormir.

   Mais uma semana começando. Bia chega no trabalho, Fabi já estava na correria, tinham um trabalho pra entregar no fim da tarde, deixaram para conversar na hora do almoço.

Fabi: E aí, como foi lá com seu pai e o Luan?
Bia: Difícil, Fabi, meu pai com aquele jeito dele autoritário, do outro lado o Luan tentando agradar mas só levava esporro do meu pai. A sorte é que tinha o meu tio e a Raquel pra me ajudar.
Fabi: Nossa, Bia, seu pai não alivia, né?
Bia: Nem me fale, espero que com o tempo ele se acostume.

   Bia continuou ali conversando com a Fabi. Contou pra ela a confusão que tinha dado no Twitter por causa da foto que Danilo tinha postado. Depois voltaram ao trabalho.

   Algumas horas mais tarde, Bia estava chegando na faculdade. Foi direto pra sala.
Na hora do intervalo:
Rogério: Oi, moça.
Bia: Oi.
Rogério: Foi ver seu pai esse fim de semana?
Bia: Fui.
Rogério: E como estão as coisas lá?
Bia: Bem, fora o ciúmes do meu pai, foi tudo bem. Levei o Luan pra conhecer ele.
Rogério: Vish... mas e aí, deu tudo certo?
Bia: No final deu tudo certo.
   Nesse momento Alex se aproxima deles.